quinta-feira, 7 de julho de 2011

caderno do nós - Aula do dia 29/03 por Gabriela Ananda e Jéssica Evangelista

Começamos a aula por volta das 08h45min, primeiramente a Renata nos pediu que entregássemos o diário de leitura, porém ninguém havia levado, ela permitiu que entregássemos na semana que vem. Pedimos a ela que deixasse que fossemos a manifestação do Teatro Grande Otelo que aconteceria nesta manhã.
Ficou combinado que primeiro faríamos um aquecimento e depois íamos para a manifestação cada um por si.
O aquecimento que fizemos foi pessoal, ao som de uma música, nos movimentamos aquecendo e alongando o corpo passando por todas as partes, desde os pés ate a cabeça dando ênfase nas partes do corpo que neste dia necessitavam de mais atenção.
Em seguida fizemos um exercício bem divertido em que devíamos realizar um movimento partindo de uma parte do corpo, que deveria ter continuidade e não poderia ser recuando.
Fizemos isso pela sala livremente e posteriormente a professora Renata delimitou o espaço que fazia a forma de um oito (infinito) e assim em fila fizemos o exercício novamente.
A coreógrafa do curso Ana Carolina (Nina) chegou a sala e a Renata disse que ela trabalharia conosco, ajudando nesse semestre, ela observou o exercício.
Por fim a aula foi encerrada para que fossemos para a manifestação...

Artigo - primeiro semestre 2011 Karen Marry Quintal

      UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLANDIA              
                     INSTITUTO DE ARTES
                               Curso de teatro
                   Expressão corporal I

O corpo no teatro: reflexões comparativas do corpo.
A expressão e educação do corpo pelo movimento.

O corpo é um objeto de interesse, principalmente em termos de artes cênicas. De acordo com estudos dirigidos esse semestre vamos recapitular, os principais pontos estudados.
Quando se fala em corpo do ator, exige dele toda uma presença e estudo dirigido ao que vai prepara para apresentar.
Segundo o texto “Domínio do movimento” de Rudolf Laban, que explica a importância do movimento diante do ator e fala também, de como as diferentes formas de movimentos podem passar informações importantes.
Por exemplo, se alguém chegar e te dar um simples abraço, você vai saber que ela esta te cumprimentado mesmo sem falar um oi. Ou mesmo a forma de alguém para na rua ou em qualquer outro lugar, pode mostrar a personalidade da pessoa sem que ela fale nada. Outra observação que podemos fazer é as diferentes formas de movimentos, como por exemplo, movimentos diretos ou indiretos ou de “recolher” ou “espalhar”.
Outro aspecto interessante que se pode destacar é o modo como as pessoas se agem durante o dia a dia. O chamado gesto cotidiano é uma maneira usada para quem faz mímica. Prestando atenção em todos os gestos de todas as pessoas, podemos ressaltar que tudo o que se faz mesmo não estando apresentado, como gestos e movimentos pessoais, estamos usando o movimento como uma forma de comunicação.
Tanto o movimento, quanto o gesto do ator, tem uma total importância e preocupação com o estudo e pratica do corpo.
A coluna vertebral é fundamental para o nosso corpo, já que ela que da a sustentação para ele.Segundo o texto “Desenhar o gesto” de Ivaldo Bertazzo, mostra essa e outras importâncias do domínio do corpo.A realização de vários exercícios em formas e posições diferentes.O texto mostra também como trabalhar os membros superiores e inferiores dele, afirmando e  finalizando como o gesto ajuda a ter noções de espaço e trabalha as diferentes direções e  modificações.
Com base nesses textos, colocamos isso em pratica nas de expressão corporal. Fizemos exercícios individuais e em dupla, tomando consciência do que se havia aprendido e discutindo de acordo com os textos estudados. Sendo assim pode-se tirar de aproveito alguma forma de entendimentos ate aquele momento.
Exercitar, praticar e estudar o corpo amplia os resultados que queremos alcançar. Fazendo um autoconhecimento dele, superando as dificuldades e entendendo as novidades para que se possa ser modificado. Ter consciência do corpo, nos da estrutura e segurança para que se possa ser utilizado no trabalho artístico.


Bibliografia:
“Domínio do movimento” Rudolf Laban
“Desenhar o gesto” Ivaldo Bertazzo


ALUNA:Karen Marry Quintal

Relatório da aula dia: 24 de maio de 2011

   Esse dia agente chegou e começamos um aquecimento básico. Logo depois, fomos nos movimentando pelo espaço de acordo com a música que a professora Renata colocava.
Sendo assim, foram surgindo idéias para desenvolver a primeira proposta de movimento pelo espaço, o qual vou confessar que estava um pouca insegura de me movimentar muito forte e rápido com medo de cair no chão, mas depois eu fui pegando confiança em mim mesma e percebi que do chão não ia passar!
Enquanto cada um se movia pelo espaço de acordo com sua maneira, agente começou a se interagir com uma dupla qualquer, (a minha dupla foi a Gabriela Neves), o qual agente tinha que se locomover pelo espaço de acordo com o movimento que o parceiro nos conduzia. Foi assim, que eu fui pegando mais confiança, e já não tinha mais medo de cair no chão nem de me movimentar com ela pelo espaço.
Logo depois que agente tinha passado um tempo nos movimentando com a nossa dupla e ajudando ela a se conduzir, agente foi se distanciando e se relacionando com qualquer pessoa da sala.
Com os pés bem enraizados no chão, eu sentia uma base fundamental que me dava uma inspiração e uma força para chegar tomando atitude com as pessoas que eu relacionava e  uma segurança todo tempo. Usava também uma flueza nos gestos, mas ao mesmo tempo eu senti meu corpo pesado e depois cansado.
Contudo, posso encerrar falando que na aula de hoje, aprendi vários gestos e relacionamentos com colegas de trabalho, e relembrei a importância do enraizamento dos pés na hora de se movimentar, posso afirmar também que foi grande a minha interação em relação ao grupo e professores. Espero estar me desenvolvendo bastante!  VALEU GENTE!... 
KAREN MARRY QUINTAL

terça-feira, 5 de julho de 2011

Aula do dia 15 de março de 2011

Renata Barroso Paixão
A aula começou com um aquecimento individual de cada aluno e em seguida a condução da professora Renata Meira falando pra cada um aquecer a pele de forma pessoal, no seu tempo, cada um com a sua maneira. Depois foi colocada uma música e a partir daí ficamos a vontade para o movimento em toda a sala.
A segunda parte da aula foi ministrada pela Vanessa, aluna de mestrado da professora Renata. Fizemos um exercício simples, onde falávamos o nome e fazia um movimento. A cada três pessoas que se passava, repetíamos os movimentos, até que por fim fizemos os movimentos de todos numa única rodada. Fomos divididos em 3 grupos de 4 pessoas em cada para fazer a seguinte seqüência de exercícios:
1º - Deveríamos usar a seqüência de movimentos de 4 pessoas, que foi feito na rodada anterior, para que junto fizéssemos uma única seqüência de movimentos. Apresentamos. Os grupos mudaram.
2º- Lemos o seguinte texto que foi escrito no quadro: “Este é o rei. Este é o reino. Eu sou ambos. Soberano de mim. Do-que-fui-feito.”. Onde deveríamos utilizar o texto para que, individualmente, incluíssemos na partitura feita no 1º exercício junto com o grupo anterior. Apresentamos.
3º- Voltamos com o mesmo grupo do 1º exercício. Fizemos uma improvisação a partir de tudo que já tinha sido feito, em grupo ou individual, ficava a critério. Apresentamos.
E pra finalizar a aula cada aluno falou do que achava da apresentação do colega com uma única palavra. Discutimos a aula.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Aula do dia 24/05/2011

Aula de Expressão Corporal I – Noturno
Dia 24/05/2011
 Anderson Rosa
A aula antes de começar já mostrava certo mistério. Renata, Nina e Vanessa, ficaram dentro da sala “armando” alguma coisa, enquanto a turma ficava cada vez mais curiosa do lado de fora. Nesse tempo a professora Kalassa chegou e pediu permissão para a turma, pois queria participar da aula. Quando tudo ficou pronto, a Renata deu algumas instruções, autorizou a presença da Kalassa, contanto que ela se portasse como aluna e entrasse no jogo, e entramos na sala de Expressão Corporal. A luz estava mais amena e a sala cheia de espaços preparados. Do lado esquerdo de quem entra estava um círculo formado por toalhas, algodão, esponjas de banho, lixa de unha, bolinhas e pente e um corredor cheio de bolas de pilates. Ao centro da sala estavam desenhadas com fita crepe, três figuras geométricas distintas e no quadro negro um verso: “Por isso minha voz esconde outra/ Que em suas dobras desenvolve outra/ Onde em forma de som perdeu-se o canto/ Que eu sei onde, mas não posso ouvir.” Nos colocamos ao lado do quadro e Renata deu algumas instruções para iniciarmos. Vanessa pegou o tambor e começamos a cantar uma música. Quando todos estavam com a música decorada começamos a alternar a música e o verso. Quando estamos confortáveis com a música e verso iniciamos a segunda etapa, a de limpeza. No círculo formado por objetos um aluno entrava por vez e os companheiros pegavam um objeto e “limpavam” o corpo e alma do colega, para tirar toda a urucubaca e mandiga que poderia existir. A música e o verso estavam presentes em todo o processo. Depois que todos os alunos foram limpos, formamos uma fila, cada aluno pegou um objeto e jogou numa caixa, para que a mandinga de todos não atrapalhasse. Depois de jogar a urucubaca fora, um por vez passava pelo corredor de bolas de pilates, da maneira que achasse melhor e quando finalizasse a rota deveria deitar de bruços, formando uma fila de alunos bem juntinhos. Quando todos terminaram esse terceiro circuito e a fila estava pronta, partimos para a próxima etapa, “o parto”. Um aluno por vez deveria passar embaixo daquele corredor humano, e os alunos não poderiam facilitar essa passagem. A idéia era usar a força do abdômen para passar por aquele obstáculo. Esse exercício foi difícil e mexeu com as emoções de alguns companheiros que liberaram suas energias. Depois que todos “nasceram” iniciamos lentamente a “evocação” dos reis. Cada figura geométrica representava um reino e deveria ser a zona de paz. Os espaços vazios entre as imagens deveria ser a zona de luta. Depois de cada um ter consciência do seu rei, as relações começaram a nascer. Alguns eram contidos nas relações e outros muito expansivos. Dentro dos espaços demarcados não deveria haver conflitos, cada espaço deveria ser um lugar determinado de descanso, de amor, de paz, de construção ou dificuldades. Mas essas relações ou determinações se davam na relação dos  reis e não foi necessário um lugar específico para isso.  O amor se deu em cada espaço, como o descanso, a construção entre outras relações. A primeira idéia era que em determinado momento os reis conduzissem uma narrativa, contudo houve um trabalho diferente e a condução narrativa foi feita pela prof. Renata e Vanessa. Em determinado momento formam entoados cantos populares, regionais, religiosos, enriquecendo o trabalho. Algumas batalhas foram travadas de maneira marcante como o rei do mal contra o rei sozinho. O rei do vento contra o rei do mal e sua mãe rainha pomba, e também o rei sozinho ganhou um presente mas não quis aceitá-lo. Uma relação incestuosa, uma festa de congado ou popular, um terreiro de candomblé, um velório, uma roda de samba, amores, ódios, lágrimas foram os elementos para as histórias dos reis. A turma contribuiu para uma das aulas mais ricas em termos de repertório particular, construção do personagem Rei, consciência do Eu no espaço. Renata, Vanessa e Nina nos fizeram viajar para um reino que é particular a cada um de nós, participamos deste processo de forma ativa. Construímos e aprofundamos em um personagem, cada um do seu jeito e este processo lúdico é de grande importância para nós atores em formação e futuros educadores.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Francielly Aparecida Silva - Aula dia 31/05/2011

Sensações e reflexões do grupo
!

Para iniciar a aula uma conversa sobre todo processo de ensino e aprendizagem deste semestre,onde conforme aula anterior do dia 24/05/2011 tivemos a pratica dessa memorização envolvendo toda pratica de ensino do semestre.
Renata trouxe uma proposta de atividade como fechamento e semestre podendo ser feito num grupo como um todo onde teve idéia e elaborou digamos uma pequena introdução onde ela mesmo nomeou como ''dramaturgia'' onde contia o envolvimento de todos REIS e suas personalidades , onde nos mesmos os criamos por meio das aulas.
Memorização das datas que foram e ainda devem ser incluidas no ''caderno do nós'' de acordo com o que foi descrito na relação de pontos do plano de curso onde totalizaram 12 aulas.
Como semestre esta se encerrando marcamos a auto-avaliação para os dia 15/16/17 de Junho podendo ser escrita ou pessoalmente , orientados para proxima aula 07/06/2011 a entrega do restante dos trabalhos para analise e estruturação do trabalho prático.


OBS: na conversa referente ao conteudo semestral foram várias observações referente ao conteudo , muitos aprendizados , muitas dores , isso nos ajuda de qual forma em nossa rotina?Isso mostra que sou capaz de me ajudar?Consegui desenvolver bem os conteudos não so na teoria como na pratica?...Enfim , essas são perguntas que cada um é capaz de se auto avaliar em seu aprendizado onde você mesmo colabora com seu corpo para a coordenação de movimentos, a sensibilidade auditiva, o tempo, a dimensão de espaço, harmonia, ritmo e flexibilidade,onde isso se baseia no rei de cada um aplicando possibilidades e limitações do próprio corpo.

sábado, 14 de maio de 2011

Caderno do Nós – 10/05/2011

Começamos a aula massageando os pés com bolinhas de borracha: abrindo espaço entre as articulações e procurando pontos de tensão. Ao passo que trabalhávamos um dos pés deixávamos a bolinha e caminhávamos verificando a diferença de um pé trabalhado e o outro não; como o tato, as articulações, os músculos e os ossos reagiam ao trabalho. Continuamos a massagem subindo pela panturrilha, primeiro na perna direita depois na esquerda. A intenção da pesquisa era a mesma. Renata nos advertiu quanto à intensidade da pressão da bolinha contra a parte interna do joelho por se tratar de uma área sensível. Seguimos para a coxa e em seguida nos glúteos com duas bolinhas primeiro na frente dos ísquios depois atrás deles.

Agora deitados colocamos duas bolinhas na base do sacro e percebemos como nosso corpo reagia. Seguindo com as bolinhas na cintura pélvica, um pouco abaixo das costelas, na ponta inferior das escápulas e na ponta superior deixando-as sair pelos ombros. É perceptível como a posição da nossa coluna e nossos apoios variam de acordo com a posição da bolinha.
Nesse momento recolhemos as pernas apoiando os pés no chão e desenhamos o oito deitado (∞ - símbolo do infinito) com movimentos que partiam da base o cóccix – como se tivéssemos um lápis na ponta do cóccix. Em primeiro momento investigamos essa movimentação sem sair do chão, em velocidade e dimensões variadas. Após isso começamos uma busca de impulsos que, partindo do quadril, nos fizesse levantar e deslocarmos no espaço. Até por fim chegarmos ao nível alto. Caminhamos um pouco para soltar as tensões.

Em duplas e com um longo tecido listrado de preto e branco: enquanto um tentava caminhar centralizando seu impulso de deslocamento no centro de força e gravidade o outro o impedia tendo envolvido o companheiro com o tecido pela cintura (passando pelos ísquios) e segurando nas extremidades, ambos na base e procurando manter-se no eixo. O que segura o tecido exerce certa resistência para dificultar o deslocamento do parceiro, enquanto que este se esforça para deslocar-se para frente. Com certo tempo de trabalho o que está atrás vai exercendo cada vez menos força até que não exista resistência para que ambos possam observar as diferenças do caminhar.

>>>> Exercício com música: Começando desta vez de pé, iniciamos uma pesquisa que envolvia as possibilidades de movimento do quadril; como se encaixa e desencaixa, pra que lado ele vai, como podemos inserir as qualidades de movimento nos movimentos dessa região, como fazer reverberar em todo o corpo e como fazê-lo deslocar-se partindo de impulsos deste local. Este exercício foi proposto com música e, como toda investigação corporal, repleto de esforço e suor. Através dos comandos da Renata estes movimentos agora contariam histórias, histórias contadas pelo corpo; e agora estas histórias seriam contadas por nossos reis. E como contariam os nossos reis essas histórias? Deixar o movimento nos levar seria o caminho mais interessante a seguir.

Deveríamos então criar uma partitura corporal que contasse esta história. Selecionando alguns trechos de movimento e observando-os bem onde começam, seus deslocamentos, seus trajetos, onde terminam e quais suas qualidades tínhamos aí um ótimo resultado a ser apresentado.

Apresentamos a partitura por duplas. Cada um que estivesse assistindo deveria dizer uma palavra que melhor lhe definisse a apresentação do outro. Cada apresentação assim como cada palavra foi singular. Algumas surpreendentes para alguns que apresentavam e outras encaixava completamente com os sentimentos impressos nos movimentos de outros.

Apresentações realizadas e palavras ditas, fomos para a conversa de fim de aula.

No bate-papo foi discutido e exposto nossas impressões e sensações dos experimentos da aula de hoje. Com relação à parte da bolinha de borracha foi dito o quanto o corpo fica mais sensível e disposto depois de trabalhado. Com relação aos movimentos que partissem do quadril foi dito o quanto era minucioso o estudo pelas imensas possibilidades de movimentações e suas reverberações. Já e parte da partitura corporal gerou um pouco mais de polêmica na exposição do que significava para si as palavras ditas pelos colegas sobre o seu trabalho. Alguns disseram que servia como uma forma de avaliação, já outros disseram quanto à ressignificação do entendimento do que é assistido. Isso nos levou para a discussão da forma de experimentação e criação utilizada pelos alunos; se eram através do raciocínio lógico de como e quais movimentos realizar ou da observação dos movimentos que partem do corpo e que a partir daí são vistos pelo olhar lógico de organização e precisão de movimentação.

Ambos os pontos de vista foram fervorosamente apontados e defendidos. Por fim e por intervenção e orientação da Renata ficamos no balanceamento de ambos para que possamos deixar o corpo livre pra experimentação e para afinarmos a precisão e intenção dos movimentos.

Concluindo a aula a Renata nos relembrou/ensinou a escala de crescimento dos elementos que formam o movimento a partir dos conceitos de Rudolf Laban:

Espaço: Direto................. Indireto/Flexível
Tempo: Lento/Sustentado.................Rápido
Peso: Leve.................Forte/Firme


Despedimo-nos e fomos embora.